quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja".

Chico Xavier

"É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve".

Victor Hugo




Um grupo de jovens de Alagoas se mobiliza para desenvolver ações que buscam a preservação do meio ambiente. Desde o início do mês, eles percorrem municípios realizando atividades e palestras, como uma preparação para a IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, que acontecerá em novembro deste ano, emBrasília.
Mas, até a conferência em Brasília, muitas ações são realizadas para preparar e selecionar os participantes. Esse trabalho é feito pelo Coletivo Jovem de Meio Ambiente (CJ) de Alagoas, que  há mais de 10 anos promove atividades no estado. Para isso, os membros visitam escolas e ministram palestras. Os integrantes do coletivo também participam e promovem eventos com a temática ambiental.
Uma das integrantes do CJ, a analista ambiental Rennisy Rodrigues, 24, disse que as ações de mobilização são muito importantes para que os jovens entendam o que será apresentado na conferência. “A proposta das atividades em escolas e eventos dos municípios é a de explicar como será a conferência e, ao mesmo tempo, preparar os jovens para os debates”, falou.
Integrantes do Coletivo Jovem participam de eventos em Alagoas (Foto: Arquivo pessoal/Rennisy Rodrigues)Jovens participam de eventos sobre meio ambiente
(Foto: Arquivo pessoal/Rennisy Rodrigues)
Rennisy explicou que o grupo reúne jovens, representantes ou não, de organizações e movimentos de juventude que têm afinidade com a questão ambiental e buscam desenvolver atividades relacionadas à melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida. “A maioria dos participantes tem afinidade com a temática. Mas existem os que começaram a gostar depois que participaram de alguma ação do grupo. Além da conferência, fazemos muitas atividades relacionadas ao tema”, falou.
A analista ambiental disse que em Alagoas existem cerca de 50 membros do coletivo distribuídos em MaceióMuriciMarechal DeodoroArapiraca e Craíbas, além do coletivo na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
“Os coletivos são como redes locais, para articular pessoas e organizações, circular informação de forma ágil, pensar criticamente o mundo a partir da sustentabilidade, planejar e desenvolver ações e projetos, produzir e disseminar propostas, que apontem para sociedades mais justas e equitativas, dentre outras ações e realizações”, explicou.
Analista ambiental diz que sempre participa de atividades voltadas para questões ambientais. (Foto: Arquivo pessoal/Rennisy Rodrigues)Analista ambiental diz que sempre participa de
atividades voltadas para questões ambientais.
(Foto: Arquivo pessoal/Rennisy Rodrigues)
Mudança de atitude
Para a maioria dos membros do CJ Alagoas, ingressar no grupo fez com que eles se importassem mais com as questões ambientais. Este foi o caso do estudante Raphael Batista, 24. Ele, que cursa Agronomia e Biologia, disse que já se interessava pelas questões ambientais, mas que quando entrou para o coletivo teve mais vontade de promover e participar de ações voltadas ao meio ambiente.
“Conheci o CJ na universidade em 2010 e logo me interessei em participar. Comecei a ir em reuniões e em pouco tempo já estava engajado nos temas discutidos pelo grupo. Acho que muita coisa que aprendi sobre a temática vem da minha participação no coletivo. Além de poder atuar em Alagoas, participo de eventos em outros estados e estou sempre conhecendo pessoas que também são engajadas no tema. Isso contribui muito para o meu crescimento”, falou,
Da mesma forma que Raphael, a analista ambiental Rennisy Rodrigues, diz que ampliou o conhecimento na área por causa do grupo. Ela conta que, antes, participava de atividades voltadas para a preservação ambiental através do projeto Lagoa Viva, que promove ações de educação ambiental, mas que depois do coletivo teve um conhecimento maior na área.
“Já participei de muitos encontros nacionais e internacionais. É pelo CJ que conheço diferentes realidades e posso entender como posso ajudar a construir um mundo melhor e mais sustentável”, ressaltou.         

Antes da conferência, cinco jovens de cada estado foram escolhidos para participar de um treinamento em Brasília para ajudar nos trabalhos dos jovens. Era o I Encontro da Juventude pelo Meio Ambiente. Reunidos, os jovens decidiram que aquele movimento não poderia ficar restrito apenas à conferência, mas que deveria existir um grupo de jovens que se reunisse regularmente para mobilizar outros jovens e promover ações na área. O primeiro nome foi Conselho Jovem.
Como tudo começou
Os grupos Coletivo Jovem surgiram em diversos estados do país para garantir a participação da juventude na organização da I Conferência Nacional da Juventude pelo Meio Ambiente, em 2003, e na construção de políticas publicas na área ambiental, com voz e voto nas decisões, coerência e posturas éticas da juventude. O coletivo de Alagoas surgiu junto com os demais estados.


Já depois de se tornar Coletivo Jovem, os grupos de todo o país começaram a contar com o apoio de diversos órgãos e entidades e ganhou mais adeptos. Mas a atuação dos jovens é de forma independente. De lá para cá, os trabalhos fortaleceram e o número de ações e membros aumentou. Hoje, o CJ Alagoas participa da Rede de Juventude pelo Meio Ambiente (Rejuma) e possui voz e voto em diversas comissões que representam o estado.


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